
A KLINGER Portugal apoia as fábricas de pasta e papel com válvulas e juntas de expansão desenvolvidas por engenharia especializada, garantindo fiabilidade em condições extremas de processo.
Numa fábrica de pasta e papel, os momentos mais críticos raramente ocorrem durante a fase de comissionamento. Surgem meses ou anos mais tarde, quando a produção opera em plena carga, as temperaturas atingem os seus picos e meios agressivos circulam pelo sistema. Nessa altura, a fiabilidade deixa de ser um objetivo de projeto, torna-se decisiva para garantir o tempo de operação, a segurança e o controlo de custos.
Para os operadores industriais, a diferença entre uma operação estável e uma paragem não planeada reside frequentemente em componentes que recebem pouca atenção depois de instalados. As válvulas e as juntas de expansão estão entre eles. Quando são corretamente concebidas, passam despercebidas. Quando falham, afetam imediatamente a produtividade, o esforço de manutenção e a continuidade operacional.
É esta realidade que define a forma como a KLINGER Portugal trabalha com as unidades industriais de pasta e papel. Presente no setor desde os seus primórdios, a empresa participa em vários projetos por ano, todos diferentes em termos de dimensão e requisitos, mas com um ponto em comum: os componentes têm de garantir um desempenho fiável em condições onde a falha não é uma opção.
Onde surgem frequentemente os riscos operacionais
As válvulas e as juntas de expansão raramente se tornam críticas devido à sua função básica. As fragilidades surgem, sobretudo, das condições de processo em que operam.
Licores agressivos, cristalização em processos de evaporação, meios abrasivos na caustificação e ciclos térmicos extremos junto às caldeiras de recuperação exercem um esforço contínuo sobre os materiais e os projetos. Nestas condições, até pequenos desvios na escolha dos materiais ou no desenho interno das válvulas podem ter consequências significativas a longo prazo.
Um dos desafios mais comuns nas aplicações de pasta e papel é a seleção incorreta de materiais ou a utilização de sedes de válvula inadequadas. Embora estas escolhas possam parecer aceitáveis durante a fase de aquisição, as suas consequências tornam-se evidentes durante a operação. “Comportamentos instáveis, perdas de carga excessivas, desgaste acelerado ou paragens inesperadas são resultados típicos — todos com impacto direto na segurança da instalação, no esforço de manutenção e na produção”, afirma Helder Almeida, Sales Manager de Fluid Control and Sealing Solutions da KLINGER Portugal.

Decisões de engenharia que reduzem impactos futuros
Para mitigar estes riscos, a KLINGER Portugal aposta no envolvimento precoce ainda na fase de especificação. Em vez de analisar componentes isoladamente, os processos industriais são avaliados como um todo, considerando simultaneamente as características dos fluidos, pressão, temperatura, ciclos térmicos, vibração e requisitos regulamentares.
Esta abordagem revelou-se decisiva num recente projeto de caldeira de recuperação, onde foram instaladas juntas de expansão metálicas de grande diâmetro (DN 1100, DN 1300 e DN 1700) em condutas de extração de gases de evaporação. A operar sob temperaturas elevadas e vibração constante, estas juntas tinham de absorver movimentos sem transferir cargas excessivas para a tubagem associada. Os cálculos dimensionais e as análises de vibração realizados pelos especialistas em juntas de expansão do fabricante KLINGER Turkey constituíram a base para a aprovação técnica e para a estabilidade operacional a longo prazo. Para o operador da instalação, esta engenharia desenvolvida antecipadamente reduziu o risco de conflitos de instalação e de fadiga prematura dos componentes.
Válvulas que cumprem silenciosamente a sua função
A mesma lógica orientada para o benefício aplica-se às válvulas utilizadas noutros projetos. Em sistemas de evaporação que processam licor negro, foram selecionadas válvulas de esfera e válvulas borboleta fabricadas em ligas especiais para resistirem à cristalização e ao ataque químico. Nas áreas de branqueamento, recorreram-se a válvulas de esfera revestidas para lidar com meios corrosivos, assegurando simultaneamente uma vedação estanque e um desempenho previsível.
Quando estes componentes funcionam conforme previsto, passam praticamente despercebidos. O seu valor torna-se evidente ao longo do tempo, através de uma operação contínua, da redução das intervenções de manutenção e de um controlo consistente do processo.
O ponto essencial
Talvez o indicador mais claro de sucesso numa fábrica de pasta e papel seja precisamente a ausência de incidentes. Sem chamadas de emergência durante os picos de produção. Sem paragens não planeadas causadas por falhas de componentes. Sem substituições urgentes sob pressão. O sistema simplesmente funciona.
“Nas fábricas de pasta e papel, a fiabilidade não acontece por acaso. É resultado de engenharia aplicada, da compreensão do processo, da seleção correta de materiais e de uma visão integrada do sistema, em vez de uma análise isolada dos componentes”, afirma Helder.
Ao apoiar os engenheiros das instalações desde a fase de especificação até à operação e às atividades contínuas de MRO, a KLINGER Portugal ajuda a transformar complexidade técnica em continuidade operacional, uma vantagem que contribui diretamente para a competitividade num setor altamente exigente.